Hoje vai dar merda.

Resignação. Aceita que a peteca tá na descendente, vem na sua direção, e tem caco de vidro no tambor. Correu, tropeça. Desviou, pisa no marimbondo. Procurou a raquete, ela explode no teu rosto. O jeito é enfrentar.

Olha pra ela. É uma peteca, não um dromedário. Respira fundo. Abre a palma da mão, escolhe a que você não escreve. Espera descer. Agora espanca a maldita. Rebate querendo, sem fricote, dente trincado, olho de tigre. Essa peteca com vidro é uma coisa da natureza humana, sempre vem. Tem gente que leva mais do que outros. E pronto. Você vai rebater e ela vai parar na munheca de alguém que tá precisando rebater. Pode ser que essa pessoa devolva a pitomba pra sua responsabilidade. Marca esse sujeito. Olho nele. Na próxima, rebate pra outro lado. Esse tipo de gente é rabuda e tá sobrando por aí. Eles não resignam. Não aceitam a passagem de peteca na pureza, acatam como maldade sua. Corre desse ciclo bobo. Ou então rebate nos córneos e peita, aí já é escolha, e escolha nem sempre é nossa, presta atenção nisso.

E a mensagem é só essa. Tem uma peteca no seu caminho de hoje: aceita. Acredita na força do aleatório, que dá peteca vem o sorvete, depois a fimose, depois a freada antes do radar e continua.

Hoje concentra na peteca com vidro. É merda.