É uma ideia, e como muitas outras, pode vir a habitar somente no mundo da não-materialização. E tudo bem. Mas como ela apareceu para mim, resolvi compartilhar. Mais do que compartilhar, resolvi convidar.
Gostaria que escrevêssemos juntos uma espécie de “livro coletivo da sabedoria popular brasileira sobre o nada”. É um I Ching brazuca. Tem que ter esse mesmo espírito: um livro que não serve pra nada, nenhum fundamento em que se possa confiar, nenhuma intenção de ser algo que vá modificar uma conta sequer, mas que de repente pode ser tudo pra você, pra sua amiga, pro seu parente, num momento de necessidade, num momento de alegria, em qualquer momento que sinta vontade.
A proposta é: cada um de nós escreve 1 ou mais capítulos do livro, falando com extrema simplicidade sobre uma coisa do nosso cotidiano, uma análise solta, uma proposta de atividade, uma coisa que pode ser muito doida, mas que seja possível. Não adianta sugerir que a pessoa tem que dedilhar Aquarela do Brasil nos grandes lábios da Lady Gaga. Tem que ser no miúdo, na sutileza, no improviso. E a ideia de utilização desse livro será como um oráculo do vazio, da falta de propósito, para que você pegue o livro, abra em uma página aleatória e aceite aquele fundamento para o seu estado presente, ou simplesmente dê uma risada, ou nada.
Como disse, nada de pretensões. Fiquemos tensos quando a tensão for verbo. Quem vem?