No município de Pau Solto as pessoas cultivavam o hábito de trocar carícias sexuais livremente. Chegavam a consumar o sexo simplesmente por boa educação, a qualquer momento, principalmente na hora dos cumprimentos. Um “olá, boa-noite” de um visitante casual poderia ser acompanhado por uma enfiada de língua na orelha da tua mãe e ela já estaria sem calcinha antes mesmo de oferecer o cafezinho.

Foi em Pau Solto, trabalhando como carteiro, que Tobias perdeu a virgindade.

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Megamamute acordou lebre.

Megamamute comeu um capim azedo.

Megamamute ficou com muito tesão naquela pica de megamamute. Deu uma olhada na circunferência e avistou uma mamuta.

Megamamute correu na maldade e infartou no meio do caminho.

Megamamute, tchau.

Uma casa.

Um quintal.

Uma ladeira.

Nada acontece.

Uma casa amarela.

Um quintal 4 por 4 metros.

Uma ladeira de paralelepipedos.

Nada acontece.

Um casa amarela velha, velha

com um quintal 4 por 4 metros feio, feio

com um muro que o separa da ladeira de paralepipedos longa, longa.

Nada acontece.

De repente, um rapaz de gravata e capacete sai correndo da casa, atravessa o quintal, pula o muro e se joga de cabeça na ladeira de paralelepipedos. Uma ambulância vem correndo, quicando e gritando subindo a ladeira.

Uauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauauau!!!!

Cuidado.

Manhatan passeava com seu cachorro poodle Putey pela calçada da Praia das Flechas, quando notou que seu cachorro estava mais pesado.

– O cachorro está mais pesado!!!
– O cachorro está mais pesado!!!
– Atenção todos os carros, o cachorro está mais pesado!!!!!

Manhatan não entendia toda aquela gritaria. Sirenes confusão. Guardas histeria. Armas nucleares.

Um senhor jogando Odissey numa tela de cinema, virou-se para trás e disparou.

– O senhor não está vendo que o seu cachorro está mais pesado?!!!

Manhatan e Putey amedrontados, acuados, oprimidos perceberam que não havia diálogo. O melhor era fugir!

Corra Manhatan! Corra Putey!

E eles correram!

Corra Manhatan! Corra Putey!

E um incentivava o outro!

Corra Manhatan! Corra Putey!

E assim se distanciavam,

um do outro.

O cachorro estava realmente mais pesado

e foi brutalmente metralhado

por forças auxiliares,

sem dó

e muito menos,

piedade.

Atenção.

Deitado sobre as curvas de uma dupla de orelhões, ele se refrescava tomando sol e chupando gelo, que tirava de uma bacia, encaixada no ferro que sustentava tudo aquilo, na qual mergulhava também suas duas nádegas. A água só cobria o umbigo, quando os orelhões balançavam ao vento.

Ninguém se sentia à vontade para ligar.

Quando gelo chegava no tamanho ideal ele o tirava da boca e acertava, com perfeita pontaria, rolinhas que descansavam na alta tensão.

De repente, sai da casa a sua frente, uma magriça de skate, posicionada para uma descida suicída naquela ladeira longa, longa, de paralelepípedos irregulares. Ele a observava de um lugar privilegiado.

A magriça corajosamente ganhou velocidade trepidante e na terceira jarda caiu de cara e foi rolando ate lá embaixo. A cada toque no concreto perdia um naco de carne, ou de cabelo, ou de tecido, dependendo da parte que estava virada pra baixo naquele momento.

Ele a observava de um lugar privilegiado.

Terninho, que fazia um churrasco em sua casa, cujo quintal fazia imediata fronteira com o final da ladeira, achou que aquele pedaço de alcatra que caiu do céu, fosse um presente divino.

– Altas carnes!

Salgou e se assustou com o skate que veio logo em seguida. Tá!

Olhou pro skate, olhou pra alcatra, altas carnes. Associou primitivamente algumas três idéias e abandonou o churrasco. Ganhou a rua, skate por baixo e foi deslizando pelo asfalto liso até a praia de itacoatiara, distante que era alguns 30 km de sua casa amarela.

Rolamento gringo, impulso, impulso, impulso, velocidade, vento no rosto, impulso, impulso impulso, velocidade, vento no rosto, Terninho chegara na praia depois de 3 horas de pura suavidade.

– Altas carnes, altas carnes.

Repetia até agora, justificando sua associação, ao dirigir-se para as meninas de bikini.

– Altas carnes, altas carnes.

Não é que de repente, sente gelada na nuca, uma dor pontiaguda de quem tomou um cubo de gelo em velocidade.

Olhou para trás e viu um cara deitado sobre as curvas de uma dupla de orelhões, tomando sol e chupando gelo, que tirava de uma bacia, encaixada no ferro que sustentava tudo aquilo, na qual mergulhava também suas duas nádegas. A água só cobria o umbigo, quando os orelhões balançavam ao vento.

O cara o observava de um lugar privilegiado e com perfeita pontaria acertara-lhe outro projétil gelado no olho.

Acorda.

Aí eu te dou uns minutinhos prá refletir sobre o título.

Vai fazer o quê?

Sonhar é bom, mas é melhor viver, todo mundo sabe disso.

Este oráculo brasil popular deseja que toda a sua poesia só dependa de você.

….

E é só.

Pega no travesseiro e morde. Vai doer demais. Daqui a dois minutos vai sair um jegue da sua bunda. Nunca é fácil, um jegue saindo da sua bunda. Arde muito, arreganha tudo, você fica andando igual a um cowboy bailarino.

Para evitar a saída do jegue, só há uma coisa a fazer, botar o jegue pra dentro novamente. Então faça o seguinte: assim que o animal começar a forçar a sua redoma de couro, procure um local que tenha uma protuberância, tipo um daqueles pitocos que têm nas ruas para evitar estacionamento. Daí você bate firme ali, repetidamente, porque jegue não entende de primeira, tem que ser na repetição. Bate até o bicho recuar.

É isso. Ou encara o jegue e deixa ele sair. Tem como dar uns pontos depois, mas a vizinhança não vai esquecer os seus berros, jamais.